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terça-feira, 10 de março de 2009

Na Beira do Rio


Há muito tempo atrás uma rezadeira me falou que não tomasse banho em água profunda pra o encanto das aguas não me levar

"Porque você é muito bonito e agente não quer que você vá embora, meu filho"

Mas o São Francisco, nele eu sempre lavei minh'alma e meus problemas e foi nele que eu me arrisquei, entrando um e saindo outro
a água era uma voz de mulher, uma pele sobre a minha me completando onde faltava minha energia e me chamando pra voltar...

Sentando e olhando o rio,  meu corpo de água e um velho cantando onde não se podia enxergar de alma lavada saio de lá, renovado, a cantar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Lu / A Conduta (Trilhar)

Acima Ch'ien, o Criativo, Céu
Abaixo Tui, a alegria, Lago

A conduta significa, inicialmente, a maneira correta de se comportar. Acimaestá o céu, o pai; abaixo, o lago, a filha mais moça. Isso mostra a distinção entre alto e baixo; nela se fundamenta a tranquilidade e a conduta correta na sociedade. Por outro lado, no sentido de trilhar, Lu significa litteralmente "pisar sobre algo". O pequeno e alegre Tui pisa sobre o grande e forte Ch'ien. O movimento dos dois trigramas básicos é ascendente. O fato de que o forte pise no fraco é pressuposto no Livro das Mutações, não sendo por isso mencionado. O trilhar do fraco sobre o forte não é perigoso aqui, pois isso se dá em meio a uma alegria livre de arrogância, que faz com que o forte não se irrite, tudo aceitando de bom grado.
(I Ching - Richard Wilhelm)
Após concluir a digitação deste texto me recordei o significado deste hexagrama quando precisei do conhecimento do Yi para continuar com minhas escolhas. Simbolizou-me naquela época a permissão para começar o meu caminho na alquimia abandonando antigos costumes e culturas que pareciam tão fortes e influentes, enquanto meu Ser era só uma criança a se divertir com alegria.
Que todos aqueles que estejam prisioneiros de quaisquer normas, culturas, ou outras espécies prisões possam alcançar a alegria interna que gera esse hexagrama.
Trilhando sobre a cauda do tigre.
Ele não morde o homem.
Sucesso.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Nadar, Meditar

Observe sua respiração. Conte quantos segundos dura a inspiração e a expiração. Coordene seus passos com o tempo da sua respiração... (Trecho do livro Meditação Andando do monge vietnamita THICH NHAT HANH)

Essas são técnicas de uma prazerosa e profunda experiência meditativa. São também características facilmente aplicadas à natação. Quando estamos nadando, automaticamente controlamos o fluxo da nossa respiração e coordenamos com nossas braçadas.

Mas quantos de nós de verdade após sair de uma sessão de nado, sente além do prazer e conforto físico um prazer mental de leveza desfrutando do prazer meditativo? E não sabemos o que nos impede de desfrutar desta prazerosa experiência algumas vezes sentindo cansativo o nado e até abandonando-o entediado.

Praticante e professor de natação pretendo trata-la sob um novo ponto de vista, observando o corpo que nada mas também a mente que vaga em pensamentos e cria a percepção de tédio ao repetir tantas vezes o mesmo movimento. na tentativa de facilitar a união mente e corpo.
Discutir como encaixar essa mente e ensina-la a desfrutar o prazer do silêncio e da meditação durante o nado, tornando-o mais agradavel e gratificante é o que tenho como proposta. Um nova jornada a cada nado, de corpo inteiro, de corpo e alma.